III.
Seus gritos de dor eram ouvidos em todas as dimensões, e todo me condenavam por não conseguir ajuda-la
Mas, eu não sabia mais o caminho de voltar, as suas dores se tornaram as minhas, a sua vida se impregnou na minha, não havia mas caminho de volta.
As dimensões eram guiadas entre medo, coragem e dor.
E apenas o seu rosto, era o que me guiava diante a minha vida.
Os seus segredos e mentiras foram descobertos, mas eu ainda continuava ali. Ninguém mais estava ali. Apenas eu. Apenas o meu medo, a minha dor e a minha esperança.
Os dias dançavam na nossa cara, esfregando a infelicidade de viver diante da hipocrisia humana.
Ninguém mais estava ali, só nós duas, só a nossa vontade de conseguir vencer.
Mas, você começou a se perder no meio de tanta luta e minhas batalhas começara a ficar mais pesadas, e eu não conseguia te dar as mesmas forças que eu te passava no começo. Tudo começou a ficar mais pesado, mais pequeno. O meu medo ia aumentando, e a sua vontade diminuindo.
Eu conseguia enxergar o seu verdadeiro reflexo dentro do espelho antigo, mas você ainda estava perdida, lutando conta si mesmo, e lutando contra os meus medos.
A sua dor e os seus medos, me acordavam de madrugada, me fazendo te livrar daquele pesado real.
Mas, talvez eu fosse o seu medo o seu pesadelo, a sua pior dor, a sua pior fraqueza.
Eu sei, eu sou responsável por toda a desgraça desse maldito labirinto que você acabou se perdendo.
(...)
domingo, 3 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
G.
Eu conheci um cara.
Ah, ele tinha óculos escuros no rosto, uma camisa xadrez e um all star vermelho meio sujo.
Ele mascava um chiclete, que tempos depois, descobri que era para esconder o cheiro do cigarro.
Ele estava nervoso, mas estava fingindo não estar. Mas, eu vi que suas mãos estavam suadas, quando de surpresa, resolvi toca-las no meio do shopping vazio, por ser época de natal.
Ele era tão misterioso, um labirinto que eu sabia que iria me perder ai pra sempre. Mas, não desses misteriosos clichês de hoje em dia, porque ele me contou sobre sua vida inteira, mas eu sabia que não estava tudo ali. E eu sabia, que aquele cara não sairia tão rápido de perto, ele não queria sair dali e eu não deixava ele sair.
Ah, esse cara, mesmo falando as maiores besteiras do mundo, falando de sexo, drogas e rock 'n roll com a maior naturalidade do mundo, me conquistou de um jeito que só ele soube fazer.
Não foi só pelo seu beijo ter se encaixado perfeitamente com os movimentos dos meus lábios desde que as luzes do cinema apagaram, mas foi por ele ter segurado na minha mão. Sim, foi por esse motivo. Mesmo ele não acreditando nisso, porque desde de quando esse cara segurou na minha mão, ele nunca mais soltou. O mundo nos separou, nos afastou, mas sua mão ainda junta a minha. Me apoiando e me assegurando de que tudo ficaria bem, mesmo quando nem ele acreditava.
Eu conheci um homem,
na verdade eu cresci junto com esse homem. Eu me descobri mulher e ele amadureceu completamente para me ajudar a me sentir mulher. Ele seguiu seus sonhos, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar. Me apresentou o mundo e me deixou entrar em seu mundo. Descobri segredos, defeitos e mentiras. Mas, ele ainda segurava a minha mão, só que de um modo diferente, era mais intenso. Era intenso, porque finalmente, o "Pra sempre", fazia sentindo na minha vida e na vida desse cara, desse homem. Fazia sentido, toda a nossa história, todas as nossas chances, todos os nossos erros e fazia sentido todo o nosso amor.
Ah, ele tinha óculos escuros no rosto, uma camisa xadrez e um all star vermelho meio sujo.
Ele mascava um chiclete, que tempos depois, descobri que era para esconder o cheiro do cigarro.
Ele estava nervoso, mas estava fingindo não estar. Mas, eu vi que suas mãos estavam suadas, quando de surpresa, resolvi toca-las no meio do shopping vazio, por ser época de natal.
Ele era tão misterioso, um labirinto que eu sabia que iria me perder ai pra sempre. Mas, não desses misteriosos clichês de hoje em dia, porque ele me contou sobre sua vida inteira, mas eu sabia que não estava tudo ali. E eu sabia, que aquele cara não sairia tão rápido de perto, ele não queria sair dali e eu não deixava ele sair.
Ah, esse cara, mesmo falando as maiores besteiras do mundo, falando de sexo, drogas e rock 'n roll com a maior naturalidade do mundo, me conquistou de um jeito que só ele soube fazer.
Não foi só pelo seu beijo ter se encaixado perfeitamente com os movimentos dos meus lábios desde que as luzes do cinema apagaram, mas foi por ele ter segurado na minha mão. Sim, foi por esse motivo. Mesmo ele não acreditando nisso, porque desde de quando esse cara segurou na minha mão, ele nunca mais soltou. O mundo nos separou, nos afastou, mas sua mão ainda junta a minha. Me apoiando e me assegurando de que tudo ficaria bem, mesmo quando nem ele acreditava.
Eu conheci um homem,
na verdade eu cresci junto com esse homem. Eu me descobri mulher e ele amadureceu completamente para me ajudar a me sentir mulher. Ele seguiu seus sonhos, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar. Me apresentou o mundo e me deixou entrar em seu mundo. Descobri segredos, defeitos e mentiras. Mas, ele ainda segurava a minha mão, só que de um modo diferente, era mais intenso. Era intenso, porque finalmente, o "Pra sempre", fazia sentindo na minha vida e na vida desse cara, desse homem. Fazia sentido, toda a nossa história, todas as nossas chances, todos os nossos erros e fazia sentido todo o nosso amor.
domingo, 29 de setembro de 2013
E você tinha me ajudado tanto,
mas no final, fui eu que esfaqueei suas costas,
e deixei você sofrendo,
e eu ria de seu sangue escorrego pelo chão.
Você me pediu tanta ajuda,
mas eu não podia mais ajudar.
Era maior que meus medos,
eu não podia.
Não espero seu perdão,
não espero e nem esperarei nada em troca.
A faca ainda está com seu sangue,
jogada atrás da comoda.
Mas você tinha me ajudado,
eu simplesmente, preferi estragar tudo.
Para parecer mais fácil hoje.
Seu nome já não me importa mais,
mais ainda doí.
Ah, como dói.
Dói, saber que te deixei ali sem nenhuma força
para tentar de novo.
mas no final, fui eu que esfaqueei suas costas,
e deixei você sofrendo,
e eu ria de seu sangue escorrego pelo chão.
Você me pediu tanta ajuda,
mas eu não podia mais ajudar.
Era maior que meus medos,
eu não podia.
Não espero seu perdão,
não espero e nem esperarei nada em troca.
A faca ainda está com seu sangue,
jogada atrás da comoda.
Mas você tinha me ajudado,
eu simplesmente, preferi estragar tudo.
Para parecer mais fácil hoje.
Seu nome já não me importa mais,
mais ainda doí.
Ah, como dói.
Dói, saber que te deixei ali sem nenhuma força
para tentar de novo.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
-Nossa como você engordou nos últimos tempos. Toma cuidado viu, você já viu se não está grávida? A gente nem percebe essas coisas, mas quando vê, está com uma criança no colo. Toma cuidado viu.
E o silêncio tomou conta da mesa de jantar naquela noite, a tia que morava no interior tinha chegado naquela tarde e passaria o resto do final da semana no quarto dos fundos.
"Sim, eu engordei mesmo. Estou namorando há algum tempo, e realmente, comecei a comer mais. Eu gosto de comer, e daí? Gosto de encher o prato e comer como se fosse minha última refeição. E não, não estou grávida, não é porquê a senhora ficou grávida jovem que eu também vou ficar. Eu me cuido e não sou nenhuma vadia que fico abrindo as pernas por ai, como você ficava quando tinha minha idade. Eu já estou na porra da faculdade, consegui um maravilhoso estágio e não estou grávida. Agora só porque engordei alguns quilos, a senhora vem querendo falar merda. Na boa, né?"
"Mas isso é jeito de falar com sua tia, menina?"
"Ah, e se eu não falar quem vai falar? A senhora mesmo fica falando mal dela quando ela vai embora. Que ela não ajudou nem a lavar a louça, que não perguntou se estava faltando alguma coisa..."
"Eu não tive filho jovem porque eu quis. A sua mãe bem sabe o quanto foi difícil aquele momento em minha vida."
"É claro que foi. A senhora teve um filho com 14 anos de idade, uma filha com 16, um outro filho com 19 e por fim, um outro filho com 22 anos. É claro que foi difícil, só de pensar em ter um filho nessa idade, já me dá um pânico tremendo. E depois vem falando de mim, só porque engordei alguns quilos."
"Nossa, nunca imaginei que alguém como você jogaria na cara os meus filhos".
"Não liga não, irmã. Sabe como são os jovens de hoje em dia."
"Hoje em dia? Ah, na boa. Vê se tem alguma amiga minha grávida na minha idade. Não, não tem. E ainda colocam a culpa na gente."
"Olha aqui, não vou admitir ninguém falando assim de mim não"
"Ah, agora eu sou a errada da história. É isso mesmo? Você vem na nossa casa sem avisar, não ajuda em nada e ainda vem querendo dar lição de moral? Me fala, onde estão seus filhinhos nesse momento? Viu, nem você sabe onde estão."
"Cala boca, menina."
"Filha, acho melhor você ir para o seu quarto"
"Ah, com o maior prazer. Vou ser alguém na vida, e tentar ajudar os outros sem atrapalhar ninguém. Diferente de algumas pessoas, que vem na casa dos outros falar merda."
-Hey,Ana. Levanta essa cabeça da mesa, ficar no mundo da lua não trás dinheiro pra dentro de casa. Que coisa feia,menina. Nem me respeita com sua única tia. Olha Sônia, eu não sei onde esses jovens de hoje vão parar, viu? Não respeitam mais ninguém. Vai Ana, senta direito e me passa o panela com o arroz.
E o silêncio tomou conta da mesa de jantar naquela noite, a tia que morava no interior tinha chegado naquela tarde e passaria o resto do final da semana no quarto dos fundos.
"Sim, eu engordei mesmo. Estou namorando há algum tempo, e realmente, comecei a comer mais. Eu gosto de comer, e daí? Gosto de encher o prato e comer como se fosse minha última refeição. E não, não estou grávida, não é porquê a senhora ficou grávida jovem que eu também vou ficar. Eu me cuido e não sou nenhuma vadia que fico abrindo as pernas por ai, como você ficava quando tinha minha idade. Eu já estou na porra da faculdade, consegui um maravilhoso estágio e não estou grávida. Agora só porque engordei alguns quilos, a senhora vem querendo falar merda. Na boa, né?"
"Mas isso é jeito de falar com sua tia, menina?"
"Ah, e se eu não falar quem vai falar? A senhora mesmo fica falando mal dela quando ela vai embora. Que ela não ajudou nem a lavar a louça, que não perguntou se estava faltando alguma coisa..."
"Eu não tive filho jovem porque eu quis. A sua mãe bem sabe o quanto foi difícil aquele momento em minha vida."
"É claro que foi. A senhora teve um filho com 14 anos de idade, uma filha com 16, um outro filho com 19 e por fim, um outro filho com 22 anos. É claro que foi difícil, só de pensar em ter um filho nessa idade, já me dá um pânico tremendo. E depois vem falando de mim, só porque engordei alguns quilos."
"Nossa, nunca imaginei que alguém como você jogaria na cara os meus filhos".
"Não liga não, irmã. Sabe como são os jovens de hoje em dia."
"Hoje em dia? Ah, na boa. Vê se tem alguma amiga minha grávida na minha idade. Não, não tem. E ainda colocam a culpa na gente."
"Olha aqui, não vou admitir ninguém falando assim de mim não"
"Ah, agora eu sou a errada da história. É isso mesmo? Você vem na nossa casa sem avisar, não ajuda em nada e ainda vem querendo dar lição de moral? Me fala, onde estão seus filhinhos nesse momento? Viu, nem você sabe onde estão."
"Cala boca, menina."
"Filha, acho melhor você ir para o seu quarto"
"Ah, com o maior prazer. Vou ser alguém na vida, e tentar ajudar os outros sem atrapalhar ninguém. Diferente de algumas pessoas, que vem na casa dos outros falar merda."
-Hey,Ana. Levanta essa cabeça da mesa, ficar no mundo da lua não trás dinheiro pra dentro de casa. Que coisa feia,menina. Nem me respeita com sua única tia. Olha Sônia, eu não sei onde esses jovens de hoje vão parar, viu? Não respeitam mais ninguém. Vai Ana, senta direito e me passa o panela com o arroz.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Daniela
E aquele nome não saia mais de meus pensamentos.
Como um eco ensurdecedor.
Você gritava aquele nome todas ás vezes, e me parecia certo esperar.
Eu espero.
Eu quero esperar.
Pela primeira vez, eu espero.
Aquele nome, não será apenas mais um nome,
será a nossa marca no mundo.
Será o fruto de um amor.
E quando aquelas lágrimas caíram,
foi que finalmente eu sabia que teria você comigo,
hoje, ontem, amanhã e pra sempre.
"Pra sempre", não era mais apenas nos contos de fada
ou nos filmes de comédia romântica.
Eu vou esperar pelo nosso momento,
esperar para dizer aquele nome em voz alta
quando estiver brava, ou dize-lo quando
quiser mais um carinho perto de mim.
Nós, pra sempre, há alguns anos essas palavras
não faria parte da nossa vida, nem dos nosso vocabulários.
Mas, agora eu acredito, e eu quero.
Eu quero poder olhar para trás,
junto com você,
na nossa varando com o jardim cheio de flores,
e te dizer:
"Obrigada, por ter me esperado sempre".
Como um eco ensurdecedor.
Você gritava aquele nome todas ás vezes, e me parecia certo esperar.
Eu espero.
Eu quero esperar.
Pela primeira vez, eu espero.
Aquele nome, não será apenas mais um nome,
será a nossa marca no mundo.
Será o fruto de um amor.
E quando aquelas lágrimas caíram,
foi que finalmente eu sabia que teria você comigo,
hoje, ontem, amanhã e pra sempre.
"Pra sempre", não era mais apenas nos contos de fada
ou nos filmes de comédia romântica.
Eu vou esperar pelo nosso momento,
esperar para dizer aquele nome em voz alta
quando estiver brava, ou dize-lo quando
quiser mais um carinho perto de mim.
Nós, pra sempre, há alguns anos essas palavras
não faria parte da nossa vida, nem dos nosso vocabulários.
Mas, agora eu acredito, e eu quero.
Eu quero poder olhar para trás,
junto com você,
na nossa varando com o jardim cheio de flores,
e te dizer:
"Obrigada, por ter me esperado sempre".
domingo, 11 de agosto de 2013
Um futuro próximo.
- Fica mais um pouco.
- Eu não posso, tenho que estudar.
- Depois você estuda, vem cá.
- Que droga, você sabe que eu tenho que estudar.
- Ah, mas só mais um pouquinho, meia horinha só.
- Não posso.
- Então eu vou dormir.
- Ah, não precisa também, né.
- Você está me renegando, não me ama mais.
- Ai meu Deus, seu dramático.
- Não é drama, é realidade.
- Eu não vou ceder, estou nas últimas provas. E você sabe que as provas das pós nunca são fáceis.
- É, talvez sejam.
- Você já tirou aquela roupa do cesta, para a Nilda lavar amanhã ?
- Não, ela só vem amanhã. Amanhã eu tiro.
- Mas, que droga, tem que tirar hoje, separar e desdobrar.
- Pra que? Ela é paga pra isso.
- Mas podemos colaborar né.
- Tá, eu desdobro.
- Nilda é um nome estranho, né.
- Deixa a moça em paz.
- Eu estou deixando, só acho estranho. Nilda.
- Eu estou tentando estudar, esqueceu?
- Você comprou as coisas para o almoço de amanhã?
- Drogaaa, sabia que tinha esquecido de algo, por que não me lembrou?
- Eu lembrei.
- Não, não lembrou.
- Lembrei sim.
- E agora?
- Vai lá comprar.
- Mas tenho que estudar.
- Sua mãe não vai gostar nada de chegar aqui e não ter nada pra comer.
- Ah, amanhã acordo cedo e compro.
- Você que sabe.
- Eu sei.
- Você comprou roupa nova?
-Comprei, não te mostrei?
- Não.
- Ah, desculpa.
- Você sempre mostra o que comprou, por que não mostrou?
- Ah, foi porque comprei essa blusa quando deixei cair molho de tomate, naquela roxa que você me deu.
- Tonta.
- Acontece, poxa.
-Pronto, ta tudo separado.
- Tá, vem pra cama agora.
-Não tava estudando?
- Já terminei, era só uns resumos.
- E já fez?
- Já.
- Rápido desse jeito? Deixa eu ver isso dai.
- Não.
- Deixa eu ver. Sobre o que é?
- Uns lances de direitos humanos internacionais, você não vai querer ler.
- Eu quero.
- Tá, depois fala o que achou.
- Ah, ta bom, mas posso arrumar umas concordâncias?
- Pode. Sempre tive dificuldade nessas coisas.
- Eu sei, por isso você me tem aqui todo seu para corrigir esses detalhes. Sou um lindo, inteligente e F-O-D-A.
- E humilde.
- Que horas você vai amanhã?
- Depois que eu for no supermercado, lá pelas nove horas.
- Tá, quando você estiver no supermercado eu corrijo.
- Ta bom.
- Vai passar um filme agora. Vamos ver?
- Eu tô com sono.
- Ah, mas é bom o filme.
- Mas, eu tenho que acordar cedo amanhã.
- Ah, assiste comigo vai.
- Tá. Depois não reclama se eu dormir no meio.
- Eu vou te acordar, te derrubar da cama se estiver dormindo.
- Nãaaao.
- Vou siim. Agora trás essa bunda maravilhosa para deitar comigo e ver filme.
- Amor? Amor? Tá dormindo? Droga!
- Hum.
- Você dormiu na melhor parte.
- Uhum.
- A-C-O-R-D-A!
- Seu viado, me deixa dormir.
- Não, não vira de lado.
- Não me descobre. porra.
- Foi sem querer, desculpa.
- Hum.
- Tá, deita pelo menos no meu ombro pra dormir.
- Uhum.
- Você perdeu um puta filme.
- Depois eu assisto. Agora para de falar e me deixa dormir.
- N-Ã-O!
- Sério?
- To brincando, vem cá.
- To com frio.
- Também , deixou toda a bunda de fora.
- Você que é puxou a coberta.
- Tá quentinha agora?
- Uhum.
- Então dorme.
- Tô tentando.
- Te amo, sua chata.
- Tá. eu também te amo.
- Colocou o celular pra despertar ?
- Uhum.
- Tá, então boa noite.
- Boa noite.
Tentando dormir.
É, estou encarando seu sorriso enquanto você dorme. E estou tentando imaginar o que você está sonhando, qual a vida que você esta vivendo nessa calma de seus olhos fechados e essa boca entre aberta que da pra ver com a claridade do poste de luz da casa em frente. Os seus sofrimentos escritos nas pequenas rugas no canto dos seus olhos. Um dia desses me disseram que quando se chora muito durante a vida, se formam rugas e os olhos caem. Realmente, é como se fosse um código de sofrimento. Mas também disseram que sorrir da rugas em volta da boca, aquela coisa chamada "bigode de gato". E me pergunto e se a pessoa chorar de tanto rir, como se difere essas rugas? Eu sei, que pelo menos, terei muitas rugas em volta da boca. Enfim, estou dando risada do jeito que você dorme, não que seja engraçado, mas é bonito. A serenidade que a pessoa passa enquanto dorme e o jeito engraçado que a boca abre e fecha. E os seus espasmos. Seus espasmos me assusta, ainda mais quando ainda não dormi e ainda estou naqueles pensamentos antes de dormir. Cara, como é doido esses pensamentos, passamos entre o passado, entre o futuro e o presente apenas com os olhos fechados. Ah, os espasmos. Eu te tenho medo de espasmos, ás vezes, imagino que é algum demônio, algum espirito. Eu já disse, na noite os pensamentos ficam loucos. Estou encolhida na cama, esperando seus espasmos passar para poder tentar dormir de novo, mas a luz do poste da casa da frente não deixa. Será que se eu jogar algum objeto pesado eu queimo a luz? O que eu estava pensando mesmo? Droga não lembro, acho que é o sono chegando. Droga, tenho só duas horas pra dormir. Droga, você se mexeu, trocou de lado. Tinha que ser logo agora, eu estava quase dormindo. Droga! Droga! Droga! Estou com vontade de fazer xixi, mas está frio e eu estou com sono. Mas se eu não for, não vou conseguir dormir e se eu for vão faltar só uma hora para eu levantar. Droga! Droga! Despertador maldito. Como a hora pode passar tão rápido. Onde será que puis a roupa pra trabalhar hoje? Será que vou receber aquele caso hoje? Droga! Xixi. E como você pode estar tão confortável nessa cama. Você esta quentinho né? Dormiu bem, sonhou. Tá bom, já estou levantando, maldito despertador. Maldito vizinhos que acordam felizes e esses cachorros, pra que latir tão cedo. Droga!
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